Carta à Imperatriz Teresa Cristina
Dentre alguns convites inusitados, um deles foi participar da edição do livro Cartas à Imperatriz. O desafio era dirigir uma carta a Sua Majestade por ocasião da celebração de seu aniversário, nascida em 14 de março de 1822.
Desafio aceito, contei com a casualidade (nada é por acaso) do encontro com um jovem – Pedro, de Presidente Prudente na sala de jantar do Palácio Imperial. E lá se foi o texto, hoje publicado em obra lançada neste mês de março na Cidade de Teresópolis em memorável encontro com os co-autores da obra editada pela Planeta Azul.
Aqui segue a carta para comentários de meus amáveis leitores.
A Sua Majestade Imperial,
A Imperatriz Teresa Cristina,
Imperatriz do Brasil.
Quem lhe dirige esta carta hipotética é o cidadão nascido na Cidade do Rio de Janeiro em 1948, 105 anos após a sua chegada a estas terras.
Recentemente, ao final de 2025 retornei a Petrópolis e lá visitei o Museu Imperial, uma de suas residências por essas paragens. Era mais uma das muitas visitas feitas desde minha infância.
Nessa ocasião um fato marcou o trajeto, justamente na passagem pela Sala de Jantar. A meu lado, duas senhoras e um jovem adolescente que visivelmente interessado no que via, me dirigiu o olhar e disse firmemente: Será que havia McDonald nessa época? Sua indagação era séria e em sua mente procedia por estarmos no ambiente da alimentação da Família Imperial e de seus convivas.
Ao perguntar o seu nome ele educadamente disse chamar-se Pedro, de Presidente Prudente, São Paulo, visitando pela sua primeira vez a Cidade Imperial de Petrópolis. O nome era sugestivo e eu lhe disse: Então é um prazer conhecê-lo, Pedro de Presidente Prudente, que passa a conhecer Dom Pedro de Alcantara e sua esposa Teresa Cristina – a Imperatriz do Brasil.
Pedro, aparentando ter seus 14 anos, era respeitoso. Sem nenhuma pista de deboche. Entendi sua indagação como uma constatação das diferenças dos tempos. Em sua época, Vossa Majestade Imperial, seus familiares e convivas, sentavam-se em torno de uma mesa posta, com louças, talheres, taças de cristal e alimentação fresca e saudável. Hoje vivemos a época dos fast-food, alimentação rápida, pouco saudável, industrializada, com conservantes, corantes e outros aditivos da indústria química, mas extremamente comum especialmente entre os jovens da modernidade.
Ao me despedir pedi ao jovem Pedro de Presidente Prudente a autorização para menciona-lo na carta que deveria escrever para a Imperatriz, e para que esse episódio viesse a ser publicado em Livro o que ele, sua mãe e avó assentiram de pronto. Ao deixar com Pedro o meu cartão de visitas ele me disse no linguajar comum à sua idade: Manda um abraço para a Imperatriz. Ela foi uma pessoa muito bacana!
Cumprindo o que prometi passo a me dirigir a Vossa Majestade em linguagem coloquial, típica da juventude dos anos 2026, com total respeito, mas tratando-a como uma igual, como uma pessoa “bacana” como bem disse Pedro de Presidente Prudente.
Volto, então, minha imaginação a 1842, a Nápoles, Reino das Duas Sicílias, com Dom Fernando II, seu Pai, a reinar na Capital do maior estado da Península Itálica. A cidade de seu nascimento, com cerca de 400 mil habitantes, era cosmopolita e uma das maiores da Europa. Você cresceu em um ambiente marcado pela arqueologia (Herculano e Pompeia estavam em plena escavação), pela arte e pela música, pelo desenvolvimento da ciência, o que fez apaixonar-se por arqueologia, tendência que conservou e trouxe consigo para o Brasil.
Sua juventude se desenvolveu e a fez crescer em um ambiente aristocrático, culto, profundamente religioso, ligado às artes e à arqueologia, mas também consciente das desigualdades sociais então marcantes na sociedade em Nápoles.
No final de junho de 1843 a nau militar de bandeira brasileira, a Fragata Constituição, estava ancorada no Porto de Nápoles de onde partiu trazendo-a, com sua comitiva com destino ao Rio de Janeiro. Da Europa à América Latina, ao longo de dois meses e meio, tempo da travessia, Você se mostrava serena, gentil e curiosa sobre as coisas que encontraria em sua nova morada – o Brasil.
Chegando ao Rio de Janeiro em 3 de setembro de 1843, recebida pelo seu prometido marido, o jovem de 17 anos de idade Pedro de Alcântara, logo foi aprontada para o seu matrimônio no dia seguinte, na Capela Imperial, localizada no Paço Imperial, no Centro da sua nova Cidade. O dia de suas núpcias era claro, luminoso, porém quente como comum nestas plagas.
Imagino como terá sido o seu desafio nesse curto período de cerca de 24 horas. O encontro com o marido prometido, mas desconhecido; o cansaço natural da longa viagem marítima; a alimentação diferente da que lhe era comum; a preparação de sua vestimenta; a adulação recebida por parte dos nobres daquela nova Corte; o clima, os aromas, as pessoas. Tudo enfim. E a já agora jovem Imperatriz permanecendo a manter a sua dignidade, sua verdadeira nobreza de espírito.
Adaptação em curso, a jovem Imperatriz relutou em se deixar acomodar nas instalações da Quinta da Boa Vista. Pela sua formação, passou a demonstrar profundo interesse pelas coisas de seu novo País. Viagens incontáveis a levaram a acompanhar seu esposo, Dom Pedro II, por viagens por todo o novo território a explorar.
Embora a cidade do Rio de Janeiro fosse a sua residência oficial, passou a circular muitas vezes por toda a Provincia: Petrópolis (seu Palácio de verão) e a Fazenda Imperial de Santa Cruz, só para lembrar alguns desses lugares. Visitas a hospitais, escolas, obras públicas e instituições de caridade, e passeios culturais e religiosos recheavam o seu roteiro. Mostrava-se especialmente ativa em instituições de saúde e beneficência.
Acompanhou Dom Pedro II em viagens pelo interior mineiro, especialmente por Ouro Preto, Mariana, São João del-Rei e Diamantina. Essas viagens tinham caráter cultural e científico. Enquanto seu esposo estudava geologia, botânica e história a Imperatriz demonstrava interesse por arte sacra e tradições locais.
Em São Paulo visitou a capital paulista, Campinas e o Vale do Paraíba paulista. Essas viagens do casal tinham foco em inspeção de ferrovias, visitas a fazendas de café e encontros com autoridades locais.
No Espirito Santo acompanhou o Imperador em viagens de inspeção e visitas a portos e vilas em desenvolvimento.
Já a Bahia, um destino frequente nas viagens imperiais, o casal esteve em Salvador e no Recôncavo em visitas a igrejas históricas e instituições de caridade. Nessas viagens Você demonstrava grande interesse pela cultura religiosa baiana.
Em Pernambuco, visitou Recife e Olinda.
Em 1859, participou da grande viagem amazônica, uma das mais importantes do reinado, estando em Belém, Manaus, Óbidos, Santarém e outras localidades ao longo do rio Amazonas. Essa viagem foi marcante para o casal e para a história do país. Enquanto Dom Pedro II registrava tudo em diários, Você, a seu lado, manteve postura discreta, porém participou ativamente das cerimônias e visitas.
De Norte a Sul, esteve ao lado do Imperador em viagens ao Paraná, a Santa Catarina e ao Rio Grande do Sul para tratarem de assuntos de caráter político e militar, especialmente durante tensões na região platina.
Em todas as viagens Você se conduzia com discrição, com profundo interesse cultural, sempre com seus livros, bordados e objetos pessoais, acompanhada por uma pequena comitiva, apoiando iniciativas de saúde, educação e caridade por onde passava.
Era comum suas visitas a hospitais, asilos, escolas, igrejas, instituições de órfãos e obras públicas. Enquanto seu esposo, o Imperador, se dedicava a estudos científicos, Você se dedicava às pessoas o que ajudou a construir a sua imagem pública como A Mãe dos Brasileiros. Uma Imperatriz próxima do povo; uma figura de bondade e estabilidade; uma mulher culta, caridosa e sensível, deixando marca profunda nas regiões que visitou e junto a todos os brasileiros.
Admirável. A jovem europeia que por aqui aportou com seus 21 anos de idade, que formalizou seu matrimônio com um jovem de 17 anos 24 horas após desembarcar neste País desconhecido, que aqui esteve por 46 anos conquistando a admiração, o respeito e o carinho de quem por aqui vivia, que aos 67 anos sentiu a dor de ser expulsa do País que adotou e amou, deixou um legado extraordinário, capaz de fazer despontar sua figura por todo o sempre em nossa História.
Por mais que justas homenagens lhe tenham sido prestadas, foram poucas. Acredito que Vossa Majestade deva ter sua memória perpetuada em nossa Nação como símbolo das multidões de mulheres de fibra, anônimas ou afamadas que firmaram sua trajetória pela sua forma doce e ao mesmo tempo pela bravura de sua simples e destemida vida.
O jovem Pedro de Presidente Prudente sintetizou o sentimento de todos os que tiveram, tem e terão o privilégio de conhecer um pouco do muito que Vossa Majestade no doou – o seu amor pelo Brasil ao dizer: A Imperatriz Teresa Cristina – a Mãe dos Brasileiros, foi uma pessoa muito bacana!.
Aceite, pois, ao terminar essa singela carta hipotética, minha ilustre e ao mesmo tempo doce Imperatriz, nascida Teresa Cristina Maria Giuseppa Gaspare Baldassarre Melchiorre Gennara Francesca da Paola Donata Bonosa Andrea d’Avellino Rita Luitgarda Geltruda Venanzia Taddea Spiridione Rocca Matilde di Borbone delle Due Sicilie, para nós brasileiros Sua Majestade Imperial – a Imperatriz Teresa Cristina do Brasil, para sempre A Mãe dos Brasileiros, meus mais sinceros votos de perene admiração.
Do seu súdito,
Joper Padrão do Espirito Santo

Caro Joper Padrão , em primeiro lugar, gostaria de expressar minha gratidão por compartilhar conosco sua carta tão envolvente e rica em detalhes à Imperatriz Teresa Cristina. Sua narrativa não apenas ilumina a figura histórica da Imperatriz, mas também destaca sua relevância contínua e o impacto duradouro de sua presença no Brasil.
Sua descrição do encontro com o jovem Pedro de Presidente Prudente é particularmente encantadora. Através de suas palavras, podemos sentir a curiosidade e a ingenuidade deste jovem, que serve como um espelho dos tempos modernos em comparação aos dias da corte imperial. A maneira como você traça esse paralelo entre a alimentação fast-food de hoje e as refeições formais do passado é uma reflexão perspicaz sobre as mudanças sociais e culturais ao longo dos anos.
A carta habilmente transporta o leitor para o século XIX, oferecendo uma visão rica do contexto histórico que cercou a vida de Teresa Cristina. A sua habilidade em imaginar os sentimentos e desafios enfrentados pela jovem Imperatriz nos momentos que antecederam seu casamento, logo após sua chegada ao Brasil, é particularmente sensível e comovente.
Você capta de maneira impressionante a essência de Teresa Cristina como uma figura de bondade e estabilidade, uma mulher que, apesar das adversidades, conquistou o coração do povo brasileiro. Sua dedicação às causas sociais, seu interesse pelas artes e ciências, e seu papel como “A Mãe dos Brasileiros” são destacados de maneira que certamente ressoam com os leitores, lembrando-nos da importância de valorizar essas figuras históricas.
Ao longo de sua carta, a reverência que você demonstra pela Imperatriz é evidente e bem fundamentada. Sua proposta de perpetuar a memória de Teresa Cristina como símbolo das mulheres de fibra é uma homenagem merecida, e suas palavras refletem a admiração que muitos brasileiros sentem por essa figura histórica.
Em resumo, sua carta não só homenageia a Imperatriz, mas também convida os leitores a refletirem sobre o legado que ela deixou e a importância de preservarmos essa memória. Sua escrita é uma bela contribuição para a obra “Cartas à Imperatriz” e, sem dúvida, enriquecerá a compreensão dos leitores sobre essa figura notável da história brasileira. Um abraço!
Muito interessante a sua carta à Imperatriz. A figura da Imperatriz é realmente singular . Sua narrativa é excelente.
Participo dessa publicação com muita alegria. Lamentei nao ter podido comparecer ao lançamento. Foi tudo muito lindo.
Um.abraço
Lia Menezes
De Carmem Quintana (via WhatsApp): Joper Padrão, seu texto, muito bacana mesmo, me fez lembrar do neto amado da Teresa, o Pedro filho da Leopoldina. Haja coincidência, só falta estarmos falando de meninos Pedro de cabelos louros e beleza sem igual.
Dom Joper Padrão. São múltiplas as facetas expositivas da “ ciência” histórica. Está sua traz o espírito da bondade e da compreensão. Assim, tendo optado pela conversa com um Pedro, instigou o interesse do leitor e trouxe ao mundo intelectual as noções sobre a vida da Imperatriz e fê-la “ sobrevoar “ pelos lugares que a governança do marido o impunha. Tomara que o Pedro do McDonald’s hoje saiba dividir os tempos, hábitos e costumes. A nós agradou muito. Parabéns! Aleluia!
Sr. Joper este texto é uma narrativa histórica afetuosa e fiel, que exalta a pessoa da Princesa Teresa Cristina com amorosidade e respeito inigualáveis em tempos modernos. Parabéns e gratidão!
Parabéns, confrade Joper!
De Leaci Alves Momesso (via Whatsapp): Vc continua fantástico meu amigo. Obrigada por me lembrar detalhes já esquecidos de quando ainda era estudante. Grande abraço meu querido.
Parabéns, companheiro Joper. Obrigada por nos proporcionar esta linda narrativa.
* Parabéns caro Joper Padrão .
Excelente matéria .
Nossos agradecimentos !
Parabéns co. Joper!!! Lindo texto!!! Mais um que admiro. Abraços
De Ana Zampieri (via WhatsApp):
Caro companheiro Joper
A ponte entre a criação imaginativa e a realidade amplia certamente a compreensão da vida desses personagens .
Quando nos concentramos em um cenário histórico podemos inclusive captar níveis co inconscientes dos quais não nos damos conta.
Assim é a obra dos artistas, entre eles os escritores, que criam realidades suplementares.
Sua carta à imperatriz Teresa Cristina nos permite atualizar as relações de poder .
Muita coisa mudou mudou de lá pra cá no exteriorizar, mas muita vida permanece na essência silenciosa.
Parabéns
Minha admiração é gratidão por receber seu texto.
Um grande abraço
Querido amigo Joper. Nossa estimada imperatriz Teresa Cristina teria imenso prazer em ler sua carta. Voc~e usa sua habitual habilidade em decifrar pessoas e estabelecer uniformidades e contrastes pessoais ou sociais nas narrativas. A mudança de cenário vivida pela futura Mãe dos Brasileiros com certeza a impactou fortemente. Mesmo assim, deixou rica história de vida em nosso país, lembrada por você a cada linha escrita na carta. Como construtor da paz, o amigo apresenta os aspectos positivos em sua plenitude, sem esquecer do momento triste do vergonhoso exílio imposto à família imperial pelos novos governantes. Parabéns, amigo. Você viajou pelos séculos com o olhar profundo de quem entende o bem-viver como arte da vida. Os Pedros, do passado ou do presente, da realeza ou do povo, agradecem.
Um aprendizado histórico, pela rica descrição das viagens da Imperatriz.
Uma curiosidade quanto ao jovem Pedro, nascido na cidade paulista que homenageia o primeiro presidente civil da República instituída em 1988, que, certamente, foi um dos conspiradores que derrubaram a Monarquia, expulsando do Brasil a Familia Real que o povo tanto amava.
Parabéns pelo texto, amigo!
Caro Joper, belíssimo texto. Sua escrita combina pesquisa, sensibilidade e elegância, oferecendo ao leitor uma homenagem muito bem construída à Imperatriz Teresa Cristina. A narrativa é envolvente e revela grande cuidado na valorização de sua memória e de seu legado.
De Otávio Santana do Rego Barros (via WhatsApp): Que maravilha amigo
Viajei o Brasil com a imperatriz
De José Maria Mesquita (via WhatsApp): Parabéns ao competente, criativo e sempre operoso Joper
De Rodrigo Hosken (via WhatsApp): Que espetáculo, Joper. Adorei a carta. Conheci muito sobre a Imperatriz
Muito obrigado !
A Carta nos faz refletir como se estivéssemos naquele século, e nos remete à uma grande viagem pela nossa história. Uma crônica muito feliz, que enaltece a figura da Imperatriz, do Imperador, e a Cidade Imperial. Sem contar a forma clássica que contemporizou com a marcante visita do menino Pedrinho…Parabéns !!!
De Dolores VIeira (Via WhatsApp): Aplausos querido JOPER
A vida tem essa beleza!
O velho sempre é uma novidade para os jovens!
Caro Joper, seu texto fez com que eu viajasse no tempo passado, misturado com o presente. Fiquei fascinada pela leitura, e, confesso, me fez lembrar de coisas que já havia esquecido. Parabéns, como sempre um texto impecável. Abraço
Desafio e tanto, mas cumprido com maestria. Parabéns pela criação/ inspiração dessa carta histórica ricamente preenchida sobre o nosso maravilhoso Brasil.
De José Carlos Filippo (via WhatsApp): Excelente amigo. Parabéns. Muito sucesso para você. Abração.
De Eliana (via WhatsApp): Estimado Joper
Achei sua carta à Imperatriz, magnífica, muito linda, didática, acolhedora, com conteúdo primordial.❤️❤️
Parabéns e que mais prefácios e livros sejam desenvolvidos e publicados.
Agradeço sua atenção
De Angela (via WhatsApp): Bom dia
Obrigada por enviar sua colaboração nesse livro.
Na verdade, é um documento que agregado ao conteúdo, só acrescenta.
Sinceramente, já não lembrava quem foi a Imperatriz mas a descrição e os pequenos detalhes, enriqueceram com certeza essa obra.
Sempre pensamos nos erros, na escravidão, exploração de nossas riquezas naturais e na ocupação de nossas terras.
Amei conhecer a história da princesa por outro ângulo e de certa forma até sentir um pouco de gratidão por seu interesse espontâneo, já que agradar nosso povo, era desnecessário visto que, já o tinham tomado.
Achei extraordinário também sua sensibilidade em colher o ponto de vista do adolescente e acrescentar ao conteúdo do livro.
Parabéns!
Te admiro, porque é muito raro encontrar quem se envolva ao mesmo tempo, com as “exatas” e “literárias” também.
Obrigada por compartilhar
De Guilherme Moraes (via WhatsApp): Gostei. Poderá ser lido para todas as idades
De Paulo Castilho (via WhatsApp): Belo texto, Joper. Parabéns pela pesquisa! Nossa imperatriz foi apaixonada por D. Pedro II que, infelizmente, não lhe deu o devido valor, preferindo a Condessa de Barral. Fui voluntário, por muitos anos, do Amparo Thereza Christina, no Jacaré, que já passou dos 100 anos de existência. Atualmente abrigam mais de 50 idosas sem família. Abraços.
De Israel Alfonso (via WhatsApp): Caro amigo Joper. Parabéns pela carta à Imperatriz. Texto gostoso, que segura o leitor até o final da leitura. Abraço.
De Sonia Maria Dzis Giacomini
(via WhatsApp): Bom dia, amigo, e bom domingo, antes de qualquer conversa.
Ler uma carta nos remete ao passado da meninice, onde, por ocasião de uma viagem, os postais eram procurados e enviados como para dizer: estive aqui!
Hoje? Pelo Instagram ou, ainda, pelo não tão utilizado e lido atualmente Facebook, fala-se e mostra-se, através de imagens, o tal: estive aqui!
Assim, agora inicio o feedback sobre a carta lindamente escrita à Imperatriz Teresa Cristina e ouso tentar decorar os seus 24 sobrenomes!
Vamos lá!
Estive na visita ao museu, estive imaginando o Pedro, que fez um paralelo sobre a forma de alimentar-se daquela época e desta (ah, e Pedro é um nome forte, de alguém curioso, e tenho muitos Pedros na família, inclusive o neto caçula), estive na Amazônia ao lado da imperatriz. Sim! Você nos leva e levou lá!
Quiçá eu soubesse mais sobre a mãe dos brasileiros! Mas, acredite, pesquisarei. Pois, Joper Padrão, caro confrade, ela esteve aqui perto, em Caldas da Imperatriz, na Grande Florianópolis, e em muitos lugares ao redor.
Acendeste uma chama de curiosidade genuína.
Compartilho aqui uma lembrança do momento em que a governadora (2008–2009), Míriam Marta Caldas Wojcikiewicz, apresentou-nos no café da manhã no hotel de um dos primeiros Institutos Rotary Brasil de que Gilberto e eu participamos, ocorrido no Rio de Janeiro. Você disse, ao nos conhecer: “Você será uma governadora do Rotaract?”, como a brincar e a tornar aquele instante peculiar.
Essa forma leve de olhar a vida o inspira, e, naquele dia, pude conhecer o livro que fizeste a várias mãos, convidando jovens rotaractianos a escrever ✍.
A história que teces e que inspira outros a tecer ecoará no futuro e constrói o presente, de forma a presentear quem lê.
Que muitos possam usar o tempo para ler essa carta à mãe dos brasileiros.
Que esse livro chegue às mãos de muitos.
Obrigada por compartilhar
Sonia Maria Dzis Giacomini
Santa Catarina
Prezado confrade,
A sua pena nos traz sempre uma original cor literária, e muitas das vezes com uma também original inspiração como o diálogo entre gerações, de um lado os consumidores do “Mequi”, forma até mesmo adotada pelo “restaurante” e a boa mesa Ela segue mostrando que é possível que pessoas de origem distinas possam conviver, desfrutar, aprender e ensinar num país tão diferente daquele da sua origem, com grandeza e altivez.
Na verdade uma carta de esmerada fonte de ensinamento sobre a nossa Imperatrz.
Abraços.
De Maria da Glória (via WhatsApp): Caro amigo Joper. Que doçura de texto.! Uma carta encantadora que expressa nosso reconhecimento. Aplausos e eternas saudades desta Magnífica Imperatriz.
O Amor que este casal demonstrou pelo país deveria ser sempre seguido pelos nossos governantes, Parabéns e muito grata por compartilhar conosco esse dom maravilhoso que Deus te deu: escrever suavemente e com maestria. Forte abraço
De Carlos Henrique Izoton (via WhatsApp): Não tenho a pretensão de medir quilometragem com o casal imperial, mas quero registrar que acabei de ganhar uma incrível viagem literária, graças à carona na carruagem tracionada à informação e imaginação do amigo!
De Paulo Bragato (via WhatsApp): Quem sabe como seria o Brasil se ainda fôssemos uma monarquia? Provavelmente, seria um lugar muito diferente do que conhecemos hoje. Viajar pelo país naquela época deve ter sido uma aventura incrível, com longas distâncias a serem percorridas e obstáculos a serem superados.
Muito interessante sendo também uma aula de história, com uma carta de reconhecimento ao que a Imperatriz representou. Parabéns!